Caros Colegas,
Minha experiência com a leitura veio quando minha irmã estava no primeiro ano do ensino médio e a professora de língua portuguesa propôs a leitura do livro Seminarista para começar abordagem literária, nesse caso o Romantismo. Na época eu era uma adolescente de 12 anos completamente apaixonada por um rapaz de 18 anos de Minas Gerais que havia acabado de ingressar no seminário. Minha irmã lendo o livro e relacionando a minha história, me indicou a leitura da obra, no qual me emocionei muito e trago esse livro comigo até hoje. Para mim foi muito importante, por ser uma história do meu cotidiano conseguia me ver como a " Margarida" personagem principal do livro. Quando nos colocamos como participantes da história, a leitura se torna mais agradável e a possibilidade de absorção do conhecimento abordado no livro se torna maior, pois entra em conflito com o nosso conhecimento prévio.
Apesar de ser um livro que era de leitura obrigatória , condizia com a minha realidade, assim não se tornou uma leitura cansativa, pois conseguiu chamar minha atenção e ao mesmo tempo consegui adquirir o conhecimento proposto quando entrei no ensino médio.
Baseada nesse fato acredito que a leitura e a escrita quando voltada para o cotidiano do aluno, torna o termo abordado mais fácil de ser assimilado, causando maior interesse, fazendo que o mesmo não considere a leitura como uma obrigatoriedade e a torne hábito, pois, nem sempre o que gostaríamos de ler se torna cabível em determinados momentos, sendo que, por muitas vezes somos obrigados a ler o que não nos agrada em busca de adquirir conhecimento, tais como; trabalho e estudos, dentre outros. Ainda sim acredito que o primeiro contato com a leitura é o mais importante, fato que cumina no prazer ou desprazer de ler.
Desta forma concluo que a leitura e escrita é muito importante para assimilação de conteúdos pré determinados ou espontâneos, mas destaco também que quanto mais próximo da realidade do aluno, melhor é o resultado esperado. Sendo assim geramos leitores assíduos que além de buscar o conhecimento necessário criam hábito de ler e escrever no seu dia a dia.
Professora: Shirley Gomes Silva
Escola: E.E. Aparecida Ferreira Dourado de Carvalho
Sempre fui uma criança com uma imaginação muito fértil e, a aprendizagem da leitura e da escrita tornou possível, transcender meu “pequeno universo”.
Através da leitura, fiquei conhecendo “novos mundos”, novas pessoas, formas diferentes de pensar e agir. Conhecer essas novas formas de pensar e agir, me tornaram um ser humano com capacidade de respeitar a diversidade cultural que existe no mundo, tirar da cabeça que somente a minha forma de pensar é correta, transpor minha criatividade, meus conhecimentos e minha criticidade para além do senso comum.
Escrever tornou possível, elaborar, reelaborar minhas ideias e, comunicá-las aos outros.
Fico imaginando como seria pobre meu mundo, se não estivesse desenvolvendo ao longo de minha vida a capacidade leitora e escritora, capacidade que procuro desenvolver mais e mais a cada dia.
Quando vejo uma pessoa que não sabe ler e escrever, fico imaginando como o mundo dessa pessoa poderia ter sido mais rico, feliz e alegre, com o desenvolvimento da capacidade leitora e escritora.
Professor: Volney Lourensetti
"A educação desde o começo de minha vida sempre foi minha “luz no fim do túnel”. Eu, mais quatro irmãos fomos criados sem pai e praticamente sem mãe. Minha mãe sempre teve que trabalhar muito para que pudéssemos sobreviver, quase não tendo tempo para nos acompanhar em nossas atividades do dia a dia, como na escola, por exemplo. Minha infância e adolescência foram de extrema pobreza chegando a episódios de miséria. Não chegamos a passar fome porque na região em que nascemos (amazônica) tinha muitas frutas, e eram elas que "matavam" nossa fome. O acompanhamento de um adulto em nossa vida escolar nessa época seria luxúria e pura vaidade. A vida realmente " nunca fez muita questão de sorrir pra mim". Eu tive todas as oportunidades para ser uma marginal, um drogado, um ladrão ou qualquer outra coisa ruim e infeliz; porque foi exatamente isso que a vida reservou pra mim, mas ao contrário eu preferi a educação, eu escolhi lutar.
Essa situação despertou em mim uma vontade imensa de mudar meus rumos, foi então que eu decidi escolher o bem. Eu sempre acreditei que a educação mudaria a realidade da minha vida e de minha família. Posso parecer arrogante, mas eu sempre acreditei em mim, eu sempre fui muito otimista em tudo o que fiz e faço. O acreditar em si mesmo em todos os momentos de nossa vida é fundamental. Isso me deu forças pra enfrentar todas as adversidades da vida. A leitura e a escrita passaram a ser prioridades em minha vida, pois sempre acreditei que o conhecimento mudaria meus rumos. Eu cresci e evolui com esperança, foi exatamente isso que a educação por meio da leitura e da escrita me trouxe. Eu lutei, acreditei e venci. Hoje tenho orgulho em ser Professor e Fisioterapeuta. Me sinto realizado nessas duas profissões que lidam com seres humanos. A leitura e a escrita foram as principais armas que utilizei pra chegar até aqui. Acredite, você também é capaz de mudar seus rumos!"
Professor Romulo Prata
EE Escritor Jorge Amado (Embu das Artes - SP)
Minhas experiências com a escrita e leitura começaram tarde, infelizmente meus pais não tinham esta cultura da leitura, por conta da pouca instrução, desta forma não me apresentaram livro algum ou me incentivavam a tal. No ensino médio é que tive minhas mais significativas experiências, ainda me lembro da professora de português corrigindo minhas redações do tipo dissertativa argumentativa. Era um leva e trás, poucos acertos e muitos erros, mas graças ao seu trabalho e meu empenho consegui redigir meus próprios temas. Também no ensino médio me foi apresentado um livro cujo próprio autor foi à escola nos vender, um livro de linguagem simples e que tinha por objetivo através do testemunho de vida do autor chamar a atenção para o poder que os estudos exerciam sobre a direção da nossa história. Fiquei muito comovido e emocionado, quase chorei, comprei o livro e ele o autografou, era o primeiro livro que lia na vida! Depois deste livro, nunca mais parei. Não me considero um leitor assíduo, mas hoje tenho uma boa leitura e escrita graças aos livros que li e que me influenciaram de alguma forma a ser o que sou hoje.
Professor Tiago Vieira